Chesire, Chesire eu sou.
Os pêndulos de Londres balançavam sem parar,
Não adiantava os olhos fechar, a história ia se desenrolar.
Porque ontem mesmo pra ver o Sol eu acordei,
Mas em mundo maravilhoso eu saltei
E por fim terminei caindo,
Com a Lua me seguindo.
Eu nem sei o que vai ser
Mas não podia hora melhor escolher,
Pra pela toca do coelho descer.
Então aceito minha incerta certeza,
Enfrentar a corte de vermelha realeza.
Mas tudo bem, não podem me decapitar,
Minha cabeça sei eu mesmo separar!
Ih, vou rir, vou rimar,
Pois no fundo sei contar
De Copas todas as estradas
Dos segredos todas as entradas.
Sigo com um sorriso no rosto,
Degustando um bom gosto,
Pois a vida não podia ser mais bela,
Eu rimo e sorrio com ela.
Agora você me vê,
Agora nem me lê.
Eu sorrio, você me vê.
Sou parte do mundo e o mundo me é parte,
Sumo na folhagem e a folhagem é Chesire.
Rio. Sorrio.
Te pergunto “Pra onde você quer ir?”
E sorrio pelo que está por vir.
