Writings

Streamlined and Glossy

Posted by Otto Robba in Poesia on 09. Dec, 2009 | No Comments

Vivemos rápido demais,
É tudo máquina e movimento que
até esquecemos do formato
de um beijo na pele nua ao vento.

O calor humano está perdido no ar
Sem nunca em pele nenhuma
jamais encostar.

Eu quase chorei por nós todos
Mas não tinha lágrimas;
deixo isso pros outros.

Queria poder sentar e deixar
por entre os dedos o tempo passar
como grãos de areia sem se
preocupar onde a ventania
vai os levar.

Se você não percebeu, estou perdendo
as horas de sono
pensando em você e
tudo aquilo
que um simples abraço
pode conter.

Depravation

Posted by Otto Robba in Poetry on 06. Dec, 2009 | No Comments

Your mouth smiles
At my perverted thoughts,
Arced lips stretching afar,
Nobody knows who we really are.

You laughed once when faking the truth,
You laughed twice when they told you
To laugh no more.
Then we both laughed
And our cheeks got sore.

Cold feet is not a problem;
We will just warm up in the bed.
Nothing left to be said.

Let’s just go ahead and show
our whimsical and twisted
smiles.

A Cor dos Sons

Posted by Otto Robba in Poesia on 05. Dec, 2009 | No Comments

É um tratamento psicológico
de um problema morfológico.
Como moldar palavras pra rimar
Sem a forma original fora da forma forçar?

Acaba assim, falando tudo engraçado,
Meio sem jeito, meio aloprado.
Sucessão de vocábulos fora do cotidiano,
Só a poesia te canta todo ano.

Se a primavera já se foi, tudo bem,
Será de novo ano que vem.
Haverá a chegada da vida nos sentidos;
Chega desses silêncios reprimidos.

Kilômetro 28

Posted by Otto Robba in Poesia on 05. Dec, 2009 | No Comments

O infinito pisca verde e disfarçado
-Preso num relógio, não pode ser tocado.
Temos poeira nos olhos e esfregamos pra ver,
Ele observa nossa rotina;
Sem parar pra pensar nem ser
Os dentes, a mala, as cortinas.

Chaves.

Partimos.
Andamos, dirigimos, trabalhamos, dirigimos, andamos,
Voltamos.

Cansados e sem saber fazer das palavras rimas,
Obstinados por algo maior sem perceber;
O infinito continua sem ceder,
Piscando no despertador,
incansável, soberano e cheio de rancor.

Nos deitamos aterrorizados pelos números;
Amanhã eles se repetem.
E nós também.
Deus nos ajude.

Buzinas

Posted by Otto Robba in Poesia on 04. Dec, 2009 | No Comments

É uma canção que começa simples
no acorde da desarmonia.
É uma canção que conhece
na ignorância companhia.

É uma canção de ninar cantada
Pra gente que já nasce cansada.
É um toque da morte no vale da vida,
É esquecer qualquer linha já escrita.

É uma canção faminta e depravada
de notas brutas enraizadas
Na estupidez humana.
É uma canção louca que se repete;
Toda semana.

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    For me, art is all about communication, finding and giving meaning when most would not see. To make people feel from words unspoken, to imagine entire worlds through simple literary passages.

    My dream is to be able to, should I ever be so lucky, create a piece of work that lives far beyond myself.