Writings
Posted by Otto Robba in Poesia on 17. Apr, 2010 | No Comments
A rua se prolongava sem fim,
Um pedaço do monstro – um pedaço de mim.
A falta de luz muito lhe ajudava a ver
que sem luz, qualquer coisa poderia
ele
ser.
Os gritos abafavam os passos,
O monstro apagava os traços -
a doença no seu sorriso,
o choro tornando o chão molhado e então,
liso.
Escorrei na catástrofe e me deparei
com os corpos de quem
matei.
Posted by Otto Robba in Poesia on 17. Apr, 2010 | No Comments
Amaldiçoei as sombras que se projetavam
e consigo – chorei – pelos sonhos
que elas arrastavam.
Do ventre cinza nasceu
plastificado na revista
quem nunca pertenceu.
Posted by Otto Robba in Poesia on 25. Mar, 2010 | No Comments
Vivo a vida ao galope de cavalo,
sumido no segundo do embalo.
Sem padrão de movimento,
Sem padrão de momento.
Se o rei está em xeque
foi o movimento da rainha.
Se faz calor e abanam o leque
é culpa da estrela vizinha.
Rima de final de semana
feita a esmo, feita na cama,
feita de estômago vazio e coração cheio,
feita por amor e nunca por receio.
Então eu até me deixo quebrar a forma,
dar jeito ao que não se conforma,
Porque essas idéias vão todas sair
E preciso ver pra onde vão ir.
Posted by Otto Robba in Poesia on 17. Mar, 2010 | No Comments
A essa hora alguém está entrando num trem
E a onda que se foi é a onda que vem.
Ciclos de vapor que nunca vão voltar
Que não podemos mais fotografar.
Vejo dentro de você um tanto de mim
e vejo, nesse mundo longo sem fim
um tanto de você em todos,
nos traços nos rostos.
Posted by Otto Robba in Poesia on 10. Mar, 2010 | No Comments
O problema do amor é que,
tanto quanto mais forte se amar,
mais fácil é de se magoar.
Eu ajo como tivesse o mundo desvendado
mas a verdade é que muito eu não sei
e se não erro é porque já errei.
Tem horas que é difícil entender
Que quem foi não é quem vai ser,
Mas não somos nossos pais nem
eles os pais deles.
Se peco é por querer sempre estar do seu lado;
na doença e na amargura, no amor
que acho que cura.
Mas preciso que você me deixe entrar
Na sua vida, no seu lar,
Pois sendo alpinista irreverente
prefiro entrar pela porta da frente.