Writings
Posted by Otto Robba in Poesia on 06. Jun, 2010 | No Comments
Brotam as palavras na primavera das letras,
Despojadas de pudor,
Repletas de cor.
Nesse jardim que tanto cuidei e colhi,
Sinto que por amor,
quase o perdi.
Sinto que por amor,
venci.
Pois deixei minha memória em grãos
Para o vento levar
Para as formigas comerem.
Deixei a memória da minha mão na sua coxa,
A lembrança do seu cabelo escondendo seu rosto,
A memória do seu cheiro, do seu gosto.
Não deixei por descuido nem desapego,
Deixei com razão – pra alimentar a terra
e fazer crescer o que há no coração.
Hoje temos frutas frescas no pé,
Beijos plantados nos lábios,
servidos na cama, servidos no café.
Posted by Otto Robba in Poesia on 01. Jun, 2010 | No Comments
A distância por maldade
fabrica mais e mais saudade.
Vinte e dois longos anos à parte,
Separando a musa de quem faz arte.
Não existe nada melhor
Do que te puxar pra mim
Não existe nada pior
Que ficar longe assim.
A distância deu espaço,
pro beijo, pro abraço.
As letras cederam,
Os pais concederam.
Espaço.
Posted by Otto Robba in Poetry on 19. May, 2010 | No Comments
Fallen angels make for a pretty metaphor
but they were useful only before
and today we find ourselves
laid as old books in dusty shelves.
Worn out and tired, bitter in the end
A story that scrapes the skin as if made of sand.
Our bleeding knees are on the floor,
The father figure is at the door.
If one day we can make our escape,
Relegating all that we once knew and once had,
Burning the mattress as we lay on the bed,
My sweet butterfly, I fear we might
die.
Posted by Otto Robba in Poesia on 16. May, 2010 | No Comments
A mão estendida espera a chuva que não cai,
A vassoura atrás da porta é pra visita que não sai.
Mas aos poucos a água vai pingar,
Aos poucos do seu coração
a visita vai se apossar.
Membros partidos tem tempo pra sarar,
Corações antigos tem tempo pra amar.
Pois se você ainda quer, dá tempo,
Não deixe seu cavalo ao relento,
dá tempo,
de sair na chuva.
Posted by Otto Robba in Poesia on 16. May, 2010 | No Comments
Os lugares estão vazios
mas a lembrança permanece e
suspiro,
a dor não me esquece.
Memórias que criamos
de onde visitamos
me assombram no presente -
queria que o casal se beijando
fosse a gente.
E aqui estou eu, segurando essa torrente de sentimentos,
Uma represa de memórias de momentos.
Como eu queria poder te abraçar
e assim o tempo passar.