Writings
Posted by Otto Robba in Prosa on 14. Jul, 2007 | No Comments
Tao (escreve-se Dao em chinês) é, traduzido literalmente, o Caminho. Mas o Caminho não se restringe ao físico, o Tao resume-se ao Absoluto. Eu não serei capaz de explicar o Tao, ou a importância do caminho, mas vou tentar, tentando não aborrecer ninguém.
Cada decisão que fazemos é absoluta, não existe volta, não existe talvez, não existe dúvida. O caminho que escolhemos não pode ser alterado, pois só é possível alterar o que ainda não foi concretizado.
Talvez ai algo que eu queria falar… Já ouvi algumas vezes a desculpa das pessoas para que certas datas sejam obrigatórias.
“Não é sempre que se fazem X anos!”. Não, não é. Nada é “sempre”. Nunca vai existir uma manhã como a de hoje, assim como nunca existirá uma manhã como a da semana que vem. Cada dia, hora, minuto… cada segundo, cada precioso momento, é único, pois nunca existirá um igual, pois nunca se repetirá.
A verdade em que eu creio é que devemos aproveitar todos segundos, não são necessárias desculpas. Abraçe, ame, conte a verdade, escute com atenção, ria, sorria, chore, sofra, caia, ascenda, caia novamente, ascenda novamente. Aproveite todas as alegrias e tristezas. Não se acomode, não transforme a vida numa rotina, mas tenha uma rotina. Entenda como as ações são imutáveis, uma vez realizadas.
Parte do Tao consiste em compreender o seu lugar no universo, suas limitações e como acompanhar o fluxo do caminho. Para acompanhar o fluxo é preciso entender, é necessário que você seja honesto a sua natureza. Para fluir, é necessário que não tente-se nada fora da nossa esfera de possibilidades. Mas o que é, por base, impossível?
O impossível é sermos qualquer outra pessoa que não nós mesmos.
E lembre-se, por mais que o caminho já feito seja imutável, cabe a você, e a você apenas, o caminho que virá. A resposta está, e sempre esteve, dentro de cada um de nós.
Curioso, lembro-me de meu antigo professor de inglês do gracinha, o Keith. Uma vez ele perguntou a classe do que nos arrependíamos e eu lhe respondi “I regret nothing”. Ele disse que era impossível, eu respondi que não, realmente não me arrependia de nada. E até hoje, não me arrependo. Momentaneamente posso até pensar que gostaria que tivesse sido de outro jeito… mas o que está feito, está feito, tudo o que resta é encarar as conseqüências e seguir adiante.
Eu até desejava escrever mais, no entanto, acredito que seja melhor parar a mensagem por aqui.
Posted by Otto Robba in Prosa on 06. Jul, 2007 | No Comments
É isso que eu quero nesse exato momento; Correr pra longe, onde não exista ninguém, quero poder gritar em plenos pulmões o mais alto que eu conseguir, sem me importar com nada que me cerca, colocar tudo que eu tenho num grito.
Sou um tolo mesmo, por entrar nas coisas tão de cabeça, com tanta fé, com tanta esperança. Sou um tolo, sou um sonhador, mas sou quem sou, e vou pro túmulo desse jeito. É incrível como poucas palavras podem ter uma enorme força… Não sou do tipo de sujeito que perde as estribeiras e fica sem saber o que fazer, pelo menos, não atualmente. Mas ainda tem gente que consegue, tem coisas que escapam e pronto. Curioso o tempo, o que ontem era um sim, hoje é um não.
Cansei. Cansei disso tudo, cansei dessa bosta toda que me vem, cansei, simplesmente, cansei. Cansei de ficar procurando por alguém, cansei de sempre falhar na busca e ficar cada vez mais pra baixo a cada instante, me sentindo cada vez mais anacrônico e desprezível. O pior é que eu sei que vou dar a volta por cima, pois eu não vou me permitir cair… Mas a vontade que tenho é de guardar meu coração bem longe do mundo, só me ferro por aqui. Cada vez mais vejo menos e menos pessoas com quem contar, cada vez mais desacredito que exista realmente algo como amor, especialmente o incondicional. Cada vez mais acredito que a ilusão reina firme e forte. Cada vez mais me sinto sufocado.
Cansei de ter de aturar teatros, cansei da falta de sinceridade, chega. Quem estiver ao meu lado, esteja por querer estar, isso vale para todos, quem não me quiser, que não me faça compania. Não quero falsos parabéns de aniversários, não quero almoços ensaiados, não quero mais. Não quero ter que fingir educação quando não conseguem me ouvir. Cansei de mim mesmo, limitando-me em todos os momentos, cansei. Cansei de não ver um futuro nessa vida, de não acreditar que vou chegar em lugar nenhum, em sentido algum. Tenho honesta vontade de me mandar e mudar completamente, começar uma nova vida, tomar o caminho budísta, ou quem sabe o taoísta. Tenho vontade de ter paz…
Mas não adiante fugir, devo ficar e brigar pelo que quero e acredito. Senão, nunca foi meu, para início de conversa.
…
Se é pra morrer, que seja lutando. Quero uma morte espartana, quero uma morte de paz, quero uma morte de guerra, quero cair mantendo meus valores até o último momento, quero cair sendo quem sou. Danem-se todas as máscaras.
Não foi dessa vez, quem sabe na próxima. Só sei que dói e tudo que eu quero é o abraço de pessoas queridas. Das poucas que eu sei que são verdadeiras.
Desculpem o post longo… é um desabafo. Vou parar por aqui, senão vou adicionar coisas até tornar isso uma verdadeira bíblia dos desabafos.
“The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of because words diminish your feelings – words shrink things that seem timeless when they are in your head to no more than living size when they are brought out.”–Stephen King
Posted by Otto Robba in Prosa on 01. Jul, 2007 | 1 Comment
Sonhos. Bonitos, caóticos, terríveis, honestos, simples, ordenados, complexos…
A cabeça no travesseiro sem saber o que vai vir. Mas as mensagens sempre chegam, de uma maneira ou outra. Chamem-me de tolo, mas acredito que todos os sonhos significam algo, num misto de loucura e sanidade absoluta.
Acredito em perseguir os sonhos, os bons sonhos, por um simples motivo. Somente perseguindo um sonho temos a chance de realizar nem que seja um fragmento dele. Nesse fragmento de um belo sonho, todo o esforço faz-se valer.
Por isso que digo, sonhe os sonhos mais belos que puder.
Ouse sonhar sonhos ousados.
Citação do dia:
“Se sonhar um pouco é perigoso, a solução não é sonhar menos e sim sonhar mais”.
–Marcel Proust
Posted by Otto Robba in Prosa on 30. Jun, 2007 | 1 Comment
A minha postura quanto a amizade, pelo menos quanto a verdadeira amizade, é a de um casamento entre uma série de mentes. Digo um casamento, pois é para estar-se lá para os bons e maus momentos. As vezes precisamos de conselhos e ajuda, noutras vezes temos a chance de ajudar… Pois em parte acho que é isso que torna a amizade algo tão bom, cresce-se junto, não só fisicamente, envelhecendo, mas espiritualmente.
Quando lhe faltarem forças, podem contar com o meu abraço e meu apoio.
Quando me faltarem forças, já sei para quem correr.
Quando faltarem palavras para descrever o que sinto e como vocês são importantes…
Saibam que eu amo vocês, do fundo do coração.
Sou um tagarela, mas não consigo descrever as pessoas maravilhosas que me cercam.
Faltam palavras porque é algo grande demais para ser expresso em meras linhas.
Pela felicidade de vocês, tudo vale a pena.
Citação do dia:
“A amizade torna a prosperidade mais brilhante e ilumina a adversidade, por dividi-la e compartilhá-la. [...]
Parece-me que arrancam o sol deste mundo, esses que afastam a amizade das suas vidas.”
–Cícero
Posted by Otto Robba in Prosa on 25. Jun, 2007 | No Comments
Ao meu modo de ver, a vida é o que fazemos dela. É verdade que uma enorme gama de ações se encontra fora da nossa esfera pessoal, coisas que não podemos alterar. Mas… Será?
É comum ouvir a frase “Fiquei sem opção!”. Será? Ou será que o medo da conseqüência era tamanho a ponto de ignorar tal opção? Se pararmos para pensar, sempre há um opção. O resultado pode ser drástico ou indesejável, mas saiba bem que é uma questão de escolha.
Quando escolhemos o que dizer.
Quando escolhemos o que fazer.
Quando escolhemos quem ser.
Se você acredita trabalhar demais… foi uma opção sua.
Se você acredita que devia pisar nas pessoas para subir na carreira… foi uma opção sua.
A verdade é, não estamos acorrentados sendo arrastados, sem sequer a chance de mover os braços ou de retirar nossa vida. Ou será que estamos? Acredito que não, e é isso que escolho crer.
Sempre há uma escolha, cabe à nós escolher o que é certo.
Sempre coube.
Se há realmente algo após a vida…
…não poderá dizer que estava seguindo ordens.
…não poderá dizer que não tinha escolha.
…não poderá dizer que não sabia das conseqüências.
Lembre-se disso…
Dinheiro e poder não significam nada.
Na vida só existe uma certeza, a morte. E mesmo ai, eu tenho minhas dúvidas.
Quando o barqueiro lhe chamar para a travessia, dinheiro nenhum, cargo nenhum pode alterar o futuro. Porque somos todos animais, somos todos humanos… alguns de nós, no entanto, parecem não mais se encaixar nessa espécie.
Troco todo o dinheiro do mundo por uma chance de felicidade.
E você?