Writings
Posted by Otto Robba in Poesia, Writings on 09. Dec, 2007 | No Comments
Bárbarie sem explicação,
Monstros da nação!
Marca estampada
Duma sociedade atrasada!
Mal-encarado e encardido,
É bandido!
Fardado e armado,
É prezado!
Acidente na avenida
Foi só dar a partida!
Choros abafados,
Amores atrasados.
Cidadão! Mande avisar lá!
Que hoje em casa ninguém chegará!
Uns tantos e outros mais,
Criamos filhos sem pais.
Sem religião, sem ciência, sem cultura
Ninguém tem a cura.
Mas todos acreditam na constituição…
E todos acreditam no futuro da nação.
Quem vê bolso não vê coração,
Moda da televisão.
Tubos de raios catódicos
E bandidos metódicos.
Cidadão! Acorda pra cuspir!
Chega de gente a te extorquir!
Leia, pense, fale e estude
E tome uma porra duma atitude!!!
Posted by Otto Robba in Poesia, Writings on 08. Dec, 2007 | No Comments
Quem dera poder desenhar
Meros gestos no ar
Grafite a flutuar
Rascunhos a formar
Quem dera poder pintar
Meros gestos no ar
Tinta a flutuar
Imagens a caminhar
Quem dera poder voar
Meros gestos no ar
Corpos a flutuar
Vidas a definhar
Quem dera poder juntar
Meros gestos no ar
Palavras a flutuar
Túmulos a sepultar
Quem dera o místico
E o realístico
E o artístico
Uno fossem
Posted by Otto Robba in Poesia, Writings on 07. Dec, 2007 | No Comments
Vagamos como andarilhos,
Caminhamos na ponta dos pés nos trilhos.
Equilibra-mo-nos com nossa trouxa de roupas
Mas as amarras, tão frouxas!
Nossos trecos caídos no chão,
Estamos tão longe da estação,
Dentre as quinquilharias, fotos de anos findados,
Sorrisos lapidados, telhas cobertas e narizes tampados.
Éramos felizes em nossa ignorância
Como fossem coisas de infância.
Mas perdemos o hábito de acreditar,
No instante que passamos a pensar.
Desejos e sonhos de herança,
Um velho lampejo de esperança:
Tudo o que temos para seguir nesse intento,
O trem nos espera neste lado bento.
Chapéu em mãos,
Juntos de criação,
Nunca paramos de caminhar;
Um dia a estação há de chegar!
Tão certo quanto é terra que estamos a pisar!
Não chegando, só fé sobrará
Que em tempo ela lá estará.
Posted by Otto Robba in Poetry on 06. Dec, 2007 | No Comments
As certain as you can see
You know how it is gonna be.
Like paint on the wall,
Like when leaves fall.
Get up from the floor, you never were a religious man.
Take off that ring, we know what you became.
Don’t try to calm us, we are not tame,
Don’t dare to explain, we are not insane.
Tearing and ripping
Leaflets on the floor,
Politics out of the door
Don’t try to run, we are everywhere
It is time we collect the fare
For all you have done
Don’t even think of throwing us a bone
We are done chewing lies
We would give you time for your last words
But that only applies to mankind
Not for something that has no mind,
You’re a monster, you’re a freak.
Posted by Otto Robba in Poetry on 05. Dec, 2007 | No Comments
Going back and forth from being damned,
Our lifes we had not yet as our own claimed
In an old and worn book
Rest the secrets that we took.
We hope that what we share
Reaches wondrous destinations,
These beautiful creations.
Yellow feathers
Are long in the past.
We want to get out fast,
Out of the cage at last.
We spread our wings, we know how fly,
No longer afraid to die
We knock down the door
Scraping high above the floor
We might fall.
We might fly.
We might… and in hoping we find reason
As to why this is the birds season.