Writings
Posted by Otto Robba in Poesia on 20. Dec, 2007 | No Comments
Bandido, criminoso inescrupuloso,
Rouba o que há de mais precioso.
Do homem que na varanda se senta,
O homem que tem mais de sessenta.
Lembranças de bons tempos
Perdidas nos momentos.
Reflexos nas janelas
Não, não são elas.
Ele indaga pelos nomes
Mas compartilham sobrenomes.
Ele não entende, recluso,
Do mundo está escuso.
Senil, sem memória,
Perdeu sua história.
Nunca jogou bola na rua,
Nunca sonhou com a Lua.
Nunca encheu a pança,
Nunca foi criança.
Perdeu sua história,
Senil, sem memória.
Posted by Otto Robba in Poesia, Writings on 19. Dec, 2007 | 1 Comment
Dane-se! Não quero saber!
Será o que tiver de ser!
Foda-se! Não vou perder!
Algum dia vou vencer!
Tenho tempo ainda,
Morte não é vinda!
Chega de à toa se preocupar
Se o tempo está a passar
Olhos abertos,
Sentidos despertos
Vou uma marca deixar
Vou o mundo mudar
Vou pra sempre sonhar
Vou pra sempre lutar.
Posted by Otto Robba in Poesia, Writings on 18. Dec, 2007 | 1 Comment
Eu continuo a esquecer,
Continuo a querer.
Eu continuo a errar,
Continuo a derrapar.
Sonhos e ambições,
Nada valem sem ações.
Um grito dando vazão
À razão da emoção.
Quando a lógica falhar
Como vamos estar?
Quando a alma falhar
Onde vamos estar?
Sem saber responder
Fico aqui tentando ser
Quem não sou.
Onde estou?
E novamente;
Pássaro inocente,
Engaiolado,
Desesperado.
Posted by Otto Robba in Poesia, Writings on 17. Dec, 2007 | No Comments
Orfãos com pais.
Loucura sem paz,
Gritaria e correria,
Babá aturando a folia
Símbolo de atraso,
Ainda acham ser um arraso.
Com seus filhos sonegados,
Com seus lucros ampliados.
Dólares não fazem pessoas de bem,
Só idiotas inconseqüentes vem.
Iliterados sociais,
Bando de animais.
Escória sem limite,
Ouça bem e acredite:
Nem sempre grades te protegerão
Dai veremos como fica então.
Posted by Otto Robba in Poesia, Writings on 16. Dec, 2007 | No Comments
Tem uma lagarta no meu jardim.
Observo-a daqui, pensante assim,
Um dia ela borboleta será
E em liberdade voará!
Que inveja, poder voar!
Despertar e as asas ruflar!
Nada vem sem custo,
Nada é mais justo!
Meticuloso casúlo que faz jus,
Meus sonhos em ti eu puis,
Com minhas forças te fechei
E paciente esperei
Cá estou sentado à janela,
Aguardo notícias dela.
Bela borboleta de três cores
Liberte-se e acabe com as dores!
As folhas ao vento a cair
O chão de marrom a se cobrir.
Lagarta encasulada
Aguardo-te e nada.
Não me deixe aqui na janela
Pra sempre na espera.