<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Otto Robba</title>
	<atom:link href="http://www.ottorobba.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.ottorobba.com</link>
	<description>Visual Poetry</description>
	<lastBuildDate>Sun, 22 Aug 2010 05:17:37 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0.1</generator>
		<item>
		<title>Musa entre Homens</title>
		<link>http://www.ottorobba.com/2010/08/22/musa-entre-homens/</link>
		<comments>http://www.ottorobba.com/2010/08/22/musa-entre-homens/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 22 Aug 2010 05:14:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otto Robba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prosa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ottorobba.com/?p=2087</guid>
		<description><![CDATA[É difícil viajar por caminhos não construídos, buscando trilhas que ninguém nunca encontrou. Talvez seja mais fácil no mundo cartográfico pois sempre há um norte, um céu à fornecer informações de onde se está. Mas e quando começamos a passar ao reino das coisas que não podem ser vistas, apenas percebidas, quando adentramo-nos no espaço [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-indent: 2em; text-align: justify;">É difícil viajar por caminhos não construídos, buscando trilhas que ninguém nunca encontrou. Talvez seja mais fácil no mundo cartográfico pois sempre há um norte, um céu à fornecer informações de onde se está. Mas e quando começamos a passar ao reino das coisas que não podem ser vistas, apenas percebidas, quando adentramo-nos no espaço que a imaginação ocupa, como faz-se para encontra tais trilhas?</p>
<p style="text-indent: 2em; text-align: justify;">Não há um céu que possa nos instruir, o único compasso é o moral, as locações não são cartográficas, são finitas e ainda infinitas, diminutas e expansivas. A verdade é que é assustador por ser um espaço que abraça o mundo mas não pode ser visto, não pode ser expresso &#8211; pode apenas ser imaginado. Como então, novamente, encontrar tais trilhas?</p>
<p style="text-indent: 2em; text-align: justify;">Vou chegando à conclusão de que não há um método específico, que em certos momentos os elementos serão abstraídos do ambiente, atingindo a pessoa tal como a inspiração súbita dum subconsciente trabalhando atrás da cena. Noutros momentos, será resultado de trabalho, experimentação &#8211; tentativa e erro. Tentativa. Talvez a chave seja sempre essa, tentar realizar, independente de conseguir ou não. Se Thomas Edison permitiu-se falhar milhares de vezes até acertar, por que então não nos permitimos justamente, errar para acertar?</p>
<p style="text-indent: 2em; text-align: justify;">Me parece muito psicótico um mundo que espera resultados precisos em prazos obscenos &#8211; as fraquezas ocultas não permitem revelar o verdadeiro carácter, apenas talvez a falta de algum. Num espaço infestado pelo marketing pessoal, por intrigas e politicagem, a experimentação padece de atenção pois não é sempre prática, nem sempre produz resultados rentáveis. Nem sempre é, por falta de palavra melhor, sana.</p>
<p style="text-indent: 2em; text-align: justify;">A imaginação serve a pena por um crime que cometeu &#8211; o de ser tão expansiva ao ponto de abraçar qualquer idéia.</p>
<p style="text-indent: 2em; text-align: justify;">Nada é tão louco e surreal que não possa ser imaginado.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ottorobba.com/2010/08/22/musa-entre-homens/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Minha Mulher</title>
		<link>http://www.ottorobba.com/2010/08/06/minha-mulher/</link>
		<comments>http://www.ottorobba.com/2010/08/06/minha-mulher/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 06 Aug 2010 07:44:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otto Robba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ottorobba.com/?p=2085</guid>
		<description><![CDATA[As paredes do labirinto pareciam crescer, Arranha-céus fazendo-se ver. Ignorei-os, Bufões. Segurando a ponta do novelo com ela por me guiar, me senti um teco mais livre, consegui respirar. E na encruzilhada do desespero e dissolução Armado tal como amado, Um fim ao minotauro. E segui a linha. Segui, de volta, retornando ao meu lar, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As paredes do labirinto pareciam crescer,<br />
Arranha-céus fazendo-se ver.<br />
Ignorei-os,<br />
Bufões.</p>
<p>Segurando a ponta do novelo<br />
com ela por me guiar,<br />
me senti um teco mais livre,<br />
consegui respirar.</p>
<p>E na encruzilhada do desespero e dissolução<br />
Armado tal como amado,<br />
Um fim ao minotauro.</p>
<p>E segui a linha. Segui, de volta, retornando ao meu lar,<br />
Aquele ali, ao seu lado, o meu lugar.<br />
A outra ponta do novelo,<br />
A outra metade do meu ser.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ottorobba.com/2010/08/06/minha-mulher/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>As Bailarinas</title>
		<link>http://www.ottorobba.com/2010/08/06/as-bailarinas/</link>
		<comments>http://www.ottorobba.com/2010/08/06/as-bailarinas/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 06 Aug 2010 07:37:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otto Robba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ottorobba.com/?p=2083</guid>
		<description><![CDATA[Dançarinas no salão, Reflexos em harmonia, movimentos, momentum, momentos. Capturados numa imagem como fosse eterno, Como se o artista ainda pudesse pintar. E continuam lá, vivendo paradas em movimento. Aladas. Criaturas soberanas, vivas mas não humanas. Algo mais, algo menos. As bochechas rosadas, A luz difusa, O piso de madeira que as suporta. Prova de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dançarinas no salão,<br />
Reflexos em harmonia,<br />
movimentos, momentum,<br />
momentos.</p>
<p>Capturados numa imagem como fosse eterno,<br />
Como se o artista ainda pudesse pintar.<br />
E continuam lá, vivendo paradas<br />
em movimento.</p>
<p>Aladas.</p>
<p>Criaturas soberanas, vivas mas não<br />
humanas.<br />
Algo mais, algo menos.</p>
<p>As bochechas rosadas,<br />
A luz difusa,<br />
O piso de madeira que as suporta.</p>
<p>Prova de que o passado<br />
nunca passa<br />
-não sem deixar um presente.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ottorobba.com/2010/08/06/as-bailarinas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>E ainda assim, se movem</title>
		<link>http://www.ottorobba.com/2010/08/01/espectros/</link>
		<comments>http://www.ottorobba.com/2010/08/01/espectros/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 01 Aug 2010 04:07:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otto Robba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ottorobba.com/?p=2078</guid>
		<description><![CDATA[O garoto do espelho me olha e pergunta: &#8220;O que você faz?&#8221;. É uma reflexão sem respostas, Uma corrida de cavalos, Sem jóqueis nem apostas. Apenas meus fantasmas cavalgando, Por planícies que nunca existiram, Em momentos que nunca foram, Me levando à lugares que nunca cheguei. Sinto meu coração afundar pois aquilo que nunca foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O garoto do espelho me olha e pergunta:<br />
&#8220;O que você faz?&#8221;.<br />
É uma reflexão sem respostas,<br />
Uma corrida de cavalos,<br />
Sem jóqueis nem apostas.</p>
<p>Apenas meus fantasmas cavalgando,<br />
Por planícies que nunca existiram,<br />
Em momentos que nunca foram,<br />
Me levando à lugares que nunca cheguei.</p>
<p>Sinto meu coração afundar<br />
pois aquilo que nunca foi<br />
nunca mais será.</p>
<p>Continuo aqui, parado, inerte,<br />
fitando uma imagem que é<br />
um mero reflexo<br />
de quem poderia ter sido.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ottorobba.com/2010/08/01/espectros/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Num Piscar</title>
		<link>http://www.ottorobba.com/2010/08/01/num-piscar/</link>
		<comments>http://www.ottorobba.com/2010/08/01/num-piscar/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 01 Aug 2010 04:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otto Robba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ottorobba.com/?p=2075</guid>
		<description><![CDATA[Esse lápis na minha mão é o primeiro ponto de uma fábula, É o canto de um conto, uma tabula rasa. Escrever é mais do que ordenar letras e palavras - é embutir segredos e sentidos, ocultos entre vírgulas. São suspiros de amor, cuneiformes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse lápis na minha mão é o primeiro ponto de uma fábula,<br />
É o canto de um conto, uma tabula rasa.<br />
Escrever é mais do que ordenar letras e palavras<br />
- é embutir segredos e sentidos, ocultos entre vírgulas.<br />
São suspiros de amor, cuneiformes.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ottorobba.com/2010/08/01/num-piscar/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Livro Paulistano</title>
		<link>http://www.ottorobba.com/2010/07/25/livro-paulistano/</link>
		<comments>http://www.ottorobba.com/2010/07/25/livro-paulistano/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 05:52:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otto Robba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ottorobba.com/?p=2073</guid>
		<description><![CDATA[O girar das rodas da bicicleta, Cisnes em fila deslizando, Roupas balançando ao vento, Cabelos puxados atrás da orelha. Histórias acontecendo, nesse instante. Temos começos e fins, metades boas ou ruins. Vidas se vão, como aos patos vai o pão. Migalhas aqui e acolá, umas vão se afundar. As nuvens agora alaranjadas: O Sol vai [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O girar das rodas da bicicleta,<br />
Cisnes em fila deslizando,<br />
Roupas balançando ao vento,<br />
Cabelos puxados atrás da orelha.</p>
<p>Histórias acontecendo, nesse instante.<br />
Temos começos e fins,<br />
metades boas ou ruins.</p>
<p>Vidas se vão,<br />
como aos patos vai o pão.<br />
Migalhas aqui e acolá,<br />
umas vão se afundar.</p>
<p>As nuvens agora alaranjadas:<br />
O Sol vai se despedir.<br />
O dia vai terminar.<br />
Mas as histórias vão continuar.<br />
Fragmentos que nunca vamos ler,<br />
Personagens que não iremos conhecer.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ottorobba.com/2010/07/25/livro-paulistano/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Poderia ter Sido</title>
		<link>http://www.ottorobba.com/2010/07/24/poderia-ter-sido/</link>
		<comments>http://www.ottorobba.com/2010/07/24/poderia-ter-sido/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 24 Jul 2010 03:33:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otto Robba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ottorobba.com/?p=2071</guid>
		<description><![CDATA[Dando respostas sem ter as perguntas, Assuntos sensíveis com palavras que ferem. Argumentos na sala de jantar, Impossíveis de tragar. Eu tinha muitas palavras pra dizer, E você com tão poucas veio responder. Argumentos na sala de estar. Sensação dolorida de que talvez, apenas talvez, Não estejamos certos um pro outro. Uma brecha de escuridão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dando respostas sem ter as perguntas,<br />
Assuntos sensíveis com palavras que ferem.<br />
Argumentos na sala de jantar,<br />
Impossíveis de tragar.</p>
<p>Eu tinha muitas palavras pra dizer,<br />
E você com tão poucas veio responder.<br />
Argumentos na sala de estar.</p>
<p>Sensação dolorida de que talvez, apenas talvez,<br />
Não estejamos certos um pro outro.<br />
Uma brecha de escuridão se faz na luz -<br />
as persianas estão caindo.</p>
<p>Argumentos na porta do elevador,<br />
O pior adeus da minha vida.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ottorobba.com/2010/07/24/poderia-ter-sido/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Somente o Necessário</title>
		<link>http://www.ottorobba.com/2010/07/09/somente-o-necessario/</link>
		<comments>http://www.ottorobba.com/2010/07/09/somente-o-necessario/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 10 Jul 2010 02:45:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otto Robba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ottorobba.com/?p=2069</guid>
		<description><![CDATA[Numa vida que faltava arte, de noites frias e dias secos, Rolava na cama além da hora, Olhos fechados, sono pesado. E por um segundo de mudança, Por uma brisa que gelava o suor, Por um olhar perdido na tinta que descascava, Viu um mundo composto de partes. Fotografias que nunca houveram mas poderiam ser, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Numa vida que faltava arte,<br />
de noites frias e dias secos,<br />
Rolava na cama além da hora,<br />
Olhos fechados, sono pesado.</p>
<p>E por um segundo de mudança,<br />
Por uma brisa que gelava o suor,<br />
Por um olhar perdido na tinta que descascava,<br />
Viu um mundo composto de partes.</p>
<p>Fotografias que nunca houveram mas poderiam ser,<br />
Roteiros escritos na rotina sem ninguém perceber,<br />
Poesias em quindins e risadas de verão,<br />
Nu artístico na imaginação.</p>
<p>As formas não estavam perdidas no espaço,<br />
Tudo estava conectado.<br />
Por um breve instante tudo fez sentido<br />
E seus olhos fechados viam o mundo.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ottorobba.com/2010/07/09/somente-o-necessario/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Paciência</title>
		<link>http://www.ottorobba.com/2010/06/06/paciencia/</link>
		<comments>http://www.ottorobba.com/2010/06/06/paciencia/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 07 Jun 2010 01:58:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otto Robba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ottorobba.com/?p=2067</guid>
		<description><![CDATA[Olho procurando a resposta e me perco no vácuo do virar do seu rosto. &#8220;Paciência&#8221; &#8211; penso. Tento tirar dos seus lábios as palavras que quero ouvir, aquelas que poderiam responder. Mas nada sai. &#8220;Paciência&#8221;. Tento apalpar no seu corpo a resposta pra minha pergunta. Mas é como eu ali não estivesse, e a resposta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olho procurando a resposta<br />
e me perco no vácuo<br />
do virar do seu rosto.<br />
&#8220;Paciência&#8221; &#8211; penso.</p>
<p>Tento tirar dos seus lábios<br />
as palavras que quero ouvir,<br />
aquelas que poderiam responder.<br />
Mas nada sai.<br />
&#8220;Paciência&#8221;.</p>
<p>Tento apalpar no seu corpo<br />
a resposta pra minha pergunta.<br />
Mas é como eu ali não estivesse,<br />
e a resposta não aparece.<br />
&#8220;Paciência&#8221;.</p>
<p>E no canto do mantra,<br />
Me encontro esperando<br />
O que talvez nunca virá.<br />
&#8220;Paciência&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ottorobba.com/2010/06/06/paciencia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Anatomia de um Acidente</title>
		<link>http://www.ottorobba.com/2010/06/06/anatomia-de-um-acidente/</link>
		<comments>http://www.ottorobba.com/2010/06/06/anatomia-de-um-acidente/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 07 Jun 2010 01:46:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otto Robba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ottorobba.com/?p=2065</guid>
		<description><![CDATA[Vivo a dicotomia do dia e da noite. Acordo cedo, rogando pragas à luz do Sol, Quero dormir, sonhar&#8230; mas agora não é momento, Levanta e vai trabalhar. Mas a noite chega, todo dia. E chega com ela o silêncio. Mas o silêncio que aprendi a amar, o silêncio que me acolheu sinto hoje que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vivo a dicotomia do dia e da noite.<br />
Acordo cedo, rogando pragas à luz do Sol,<br />
Quero dormir, sonhar&#8230; mas agora não é momento,<br />
Levanta e vai trabalhar.</p>
<p>Mas a noite chega, todo dia. E<br />
chega com ela o silêncio.<br />
Mas o silêncio que aprendi a amar,<br />
o silêncio que me acolheu<br />
sinto hoje que revolto-lhe.</p>
<p>Onde haviam colinas vejo surgir pontes,<br />
talvez sejam mesmo os moinhos gigantes,<br />
talvez esteja eu louco por assim os vê-los.<br />
Talvez seja tarde demais para ser noite de novo.</p>
<p>Onde errei? Foi na cisma da rima,<br />
de compor cada momento como um todo,<br />
de achar sentido onde não há e criar fábulas<br />
do que poderia ser mas não o é.<br />
Meu erro é a verossimilhança e<br />
pensar que no outro<br />
encontro de mim<br />
um tanto e<br />
tão pouco.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ottorobba.com/2010/06/06/anatomia-de-um-acidente/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
