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Coração de Engrenagens

Posted by Otto Robba in Prosa on 06. Jul, 2007 | No Comments

É isso que eu quero nesse exato momento; Correr pra longe, onde não exista ninguém, quero poder gritar em plenos pulmões o mais alto que eu conseguir, sem me importar com nada que me cerca, colocar tudo que eu tenho num grito.

Sou um tolo mesmo, por entrar nas coisas tão de cabeça, com tanta fé, com tanta esperança. Sou um tolo, sou um sonhador, mas sou quem sou, e vou pro túmulo desse jeito. É incrível como poucas palavras podem ter uma enorme força… Não sou do tipo de sujeito que perde as estribeiras e fica sem saber o que fazer, pelo menos, não atualmente. Mas ainda tem gente que consegue, tem coisas que escapam e pronto. Curioso o tempo, o que ontem era um sim, hoje é um não.

Cansei. Cansei disso tudo, cansei dessa bosta toda que me vem, cansei, simplesmente, cansei. Cansei de ficar procurando por alguém, cansei de sempre falhar na busca e ficar cada vez mais pra baixo a cada instante, me sentindo cada vez mais anacrônico e desprezível. O pior é que eu sei que vou dar a volta por cima, pois eu não vou me permitir cair… Mas a vontade que tenho é de guardar meu coração bem longe do mundo, só me ferro por aqui. Cada vez mais vejo menos e menos pessoas com quem contar, cada vez mais desacredito que exista realmente algo como amor, especialmente o incondicional. Cada vez mais acredito que a ilusão reina firme e forte. Cada vez mais me sinto sufocado.

Cansei de ter de aturar teatros, cansei da falta de sinceridade, chega. Quem estiver ao meu lado, esteja por querer estar, isso vale para todos, quem não me quiser, que não me faça compania. Não quero falsos parabéns de aniversários, não quero almoços ensaiados, não quero mais. Não quero ter que fingir educação quando não conseguem me ouvir. Cansei de mim mesmo, limitando-me em todos os momentos, cansei. Cansei de não ver um futuro nessa vida, de não acreditar que vou chegar em lugar nenhum, em sentido algum. Tenho honesta vontade de me mandar e mudar completamente, começar uma nova vida, tomar o caminho budísta, ou quem sabe o taoísta. Tenho vontade de ter paz…

Mas não adiante fugir, devo ficar e brigar pelo que quero e acredito. Senão, nunca foi meu, para início de conversa.

Se é pra morrer, que seja lutando. Quero uma morte espartana, quero uma morte de paz, quero uma morte de guerra, quero cair mantendo meus valores até o último momento, quero cair sendo quem sou. Danem-se todas as máscaras.

Não foi dessa vez, quem sabe na próxima. Só sei que dói e tudo que eu quero é o abraço de pessoas queridas. Das poucas que eu sei que são verdadeiras.

Desculpem o post longo… é um desabafo. Vou parar por aqui, senão vou adicionar coisas até tornar isso uma verdadeira bíblia dos desabafos.

“The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of because words diminish your feelings – words shrink things that seem timeless when they are in your head to no more than living size when they are brought out.”–Stephen King

Sonhadores

Posted by Otto Robba in Prosa on 01. Jul, 2007 | 1 Comment

Sonhos. Bonitos, caóticos, terríveis, honestos, simples, ordenados, complexos…

A cabeça no travesseiro sem saber o que vai vir. Mas as mensagens sempre chegam, de uma maneira ou outra. Chamem-me de tolo, mas acredito que todos os sonhos significam algo, num misto de loucura e sanidade absoluta.

Acredito em perseguir os sonhos, os bons sonhos, por um simples motivo. Somente perseguindo um sonho temos a chance de realizar nem que seja um fragmento dele. Nesse fragmento de um belo sonho, todo o esforço faz-se valer.

Por isso que digo, sonhe os sonhos mais belos que puder.

Ouse sonhar sonhos ousados.

Citação do dia:

“Se sonhar um pouco é perigoso, a solução não é sonhar menos e sim sonhar mais”.

–Marcel Proust

Laços

Posted by Otto Robba in Prosa on 30. Jun, 2007 | 1 Comment

A minha postura quanto a amizade, pelo menos quanto a verdadeira amizade, é a de um casamento entre uma série de mentes. Digo um casamento, pois é para estar-se lá para os bons e maus momentos. As vezes precisamos de conselhos e ajuda, noutras vezes temos a chance de ajudar… Pois em parte acho que é isso que torna a amizade algo tão bom, cresce-se junto, não só fisicamente, envelhecendo, mas espiritualmente.

Quando lhe faltarem forças, podem contar com o meu abraço e meu apoio.

Quando me faltarem forças, já sei para quem correr.

Quando faltarem palavras para descrever o que sinto e como vocês são importantes…

Saibam que eu amo vocês, do fundo do coração.

Sou um tagarela, mas não consigo descrever as pessoas maravilhosas que me cercam.

Faltam palavras porque é algo grande demais para ser expresso em meras linhas.

Pela felicidade de vocês, tudo vale a pena.

Citação do dia:

“A amizade torna a prosperidade mais brilhante e ilumina a adversidade, por dividi-la e compartilhá-la. [...]

Parece-me que arrancam o sol deste mundo, esses que afastam a amizade das suas vidas.”

–Cícero

A Vida É O que Dela Fazemos

Posted by Otto Robba in Prosa on 25. Jun, 2007 | No Comments

Ao meu modo de ver, a vida é o que fazemos dela. É verdade que uma enorme gama de ações se encontra fora da nossa esfera pessoal, coisas que não podemos alterar. Mas… Será?

É comum ouvir a frase “Fiquei sem opção!”. Será? Ou será que o medo da conseqüência era tamanho a ponto de ignorar tal opção? Se pararmos para pensar, sempre há um opção. O resultado pode ser drástico ou indesejável, mas saiba bem que é uma questão de escolha.

Quando escolhemos o que dizer.

Quando escolhemos o que fazer.

Quando escolhemos quem ser.

Se você acredita trabalhar demais… foi uma opção sua.

Se você acredita que devia pisar nas pessoas para subir na carreira… foi uma opção sua.

A verdade é, não estamos acorrentados sendo arrastados, sem sequer a chance de mover os braços ou de retirar nossa vida. Ou será que estamos? Acredito que não, e é isso que escolho crer.

Sempre há uma escolha, cabe à nós escolher o que é certo.

Sempre coube.

Se há realmente algo após a vida…

…não poderá dizer que estava seguindo ordens.

…não poderá dizer que não tinha escolha.

…não poderá dizer que não sabia das conseqüências.

Lembre-se disso…

Dinheiro e poder não significam nada.

Na vida só existe uma certeza, a morte. E mesmo ai, eu tenho minhas dúvidas.

Quando o barqueiro lhe chamar para a travessia, dinheiro nenhum, cargo nenhum pode alterar o futuro. Porque somos todos animais, somos todos humanos… alguns de nós, no entanto, parecem não mais se encaixar nessa espécie.

Troco todo o dinheiro do mundo por uma chance de felicidade.

E você?

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    For me, art is all about communication, finding and giving meaning when most would not see. To make people feel from words unspoken, to imagine entire worlds through simple literary passages.

    My dream is to be able to, should I ever be so lucky, create a piece of work that lives far beyond myself.