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Cris

Posted by Otto Robba in Poesia on 10. Feb, 2010 | 1 Comment

É assustador pensar
que em nada mais penso
- e em nada mais quero pensar.

Aprendi a te imaginar e agora,
viciado em você,
Não consigo parar.

Acordar sem beijo,
Andar sem companhia,
Dormir sem alegria.
Sem você, é esse meu dia à dia.

Talvez eu esteja quebrado,
um di-di-disco riscado
Mas caramba…
Quero viver do seu lado.

Pois ainda que o amor seja assustador,
Muito mais me assusta
o quanto a sua ausência
ao coração me custa.

À perder de vista

Posted by Otto Robba in Poesia on 07. Feb, 2010 | No Comments

A pior briga se estende
Até que não se entende
porque se brigava.

Torna-se um sem sentido sem fim,
escrita sem se ver o começo
a história caminha ao solavanco e tropeço.

Quando e se o fim chegar
Quem vai saber dizer
Por onde começar?

Um Impulso num Instante

Posted by Otto Robba in Poesia on 01. Feb, 2010 | No Comments

O tempo nos concedeu um agrado,
Um instante em si próprio congelado.
Nos permitiu ver que as nossas horas
nós mesmos podemos fazer.

A memória toca na minha mente
Como uma música que não que parar,
Eu vejo a gente a se olhar
e perguntar o que, de nós, será.

Talvez seja muito sonho, muita loucura,
muito impulso, muito antes da hora…
Mas amor não tem cura e
Te quero é agora.

Maresia Amorosa

Posted by Otto Robba in Poesia on 30. Jan, 2010 | No Comments

Talvez seja isso que faça
Quem se ocupa de amar;
Tendo tanto pra dizer
Sem ninguém pra escutar.

A folha de papel acaba por ouvir
O quanto que dói
-Ainda que só por um dia-
Ter que se despedir

Porque só nas linhas digo
O quanto me vira as entranhas
Te expor ao perigo,
Às situações estranhas.

E é só nos versos que declaro
Como até quando tudo está escuro
O que quero está claro.

E, é apenas em minha rima,
pobre, simples e desajeitada,
Que bate o coração que
Não pede mais nada.

Talvez seja isso que faça
Quem se ocupa de amar;
Viver em terra,
se sentir no mar.

O Amor faz o Poeta

Posted by Otto Robba in Poesia on 29. Jan, 2010 | No Comments

A chuva que já secou um dia nos molhou.
O meu olhar fita o seu agora no passado
Como queria que o tempo
me deixasse sempre ao seu lado.
Sem precisar nunca se despedir,
Pra sempre te vendo
com os olhos sorrir.

Posso estar de amor cego,
admito, não nego,
mas nunca vi tão claramente
o que só o coração sente.

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    For me, art is all about communication, finding and giving meaning when most would not see. To make people feel from words unspoken, to imagine entire worlds through simple literary passages.

    My dream is to be able to, should I ever be so lucky, create a piece of work that lives far beyond myself.