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Fobia do Sono
Posted by Otto Robba in Poesia on 29. Apr, 2010 | No Comments
A mente em pânico não aceita ir dormir,
Medo do tempo passar, do que está por vir.
Medo de acordar amanhã tal como me deitei,
Medo de nunca acertar o que errei.
Atravessando Pontes
Posted by Otto Robba in Poesia on 29. Apr, 2010 | No Comments
Eu desci a colina até me perder
na neblina, de sua alma, de nossa sina.
Me achei idiota por me surpreender
ao ver que quem você queria
eu nunca poderia ser.
É difícil querer ficar
quando todos parecem dormir
É difícil de te amar
sem poder no mundo intervir.
Me senti morrer à sombra do seu ser.
E no silêncio, tudo ficou tão claro
e só então entendi que por esse sonho,
paguei tão, tão caro.
Nossas Palavras no Muro
Posted by Otto Robba in Poesia on 26. Apr, 2010 | No Comments
As palavras falam duma varanda num verão;
de pessoas que cresceram juntas
e nasceram separadas.
As palavras falam do amor e sua vazão;
de pessoas que amaram juntas
e nasceram separadas.
As palavras falam de memórias ao mundo entregues;
de pessoas que morreram juntas
e nasceram separadas.
E em não viver só, não amar só, não morrer só,
as palavras falam de tudo que as pessoas sonham juntas
- ainda que nascem separadas.
Ambivalência
Posted by Otto Robba in Poesia on 26. Apr, 2010 | No Comments
Eu não conheço ninguém
que possa nem ninguém
que saiba nem ninguém
como você.
Eu não sei se a conta está certa,
Não sei se é gráfico de curva
ou de reta.
Tenho pouco e tanto a oferecer,
pouco a mostrar mas muito a querer.
Me sinto tão à parte
Que faço parte.
Vale das Sombras
Posted by Otto Robba in Poesia on 17. Apr, 2010 | No Comments
A rua se prolongava sem fim,
Um pedaço do monstro – um pedaço de mim.
A falta de luz muito lhe ajudava a ver
que sem luz, qualquer coisa poderia
ele
ser.
Os gritos abafavam os passos,
O monstro apagava os traços -
a doença no seu sorriso,
o choro tornando o chão molhado e então,
liso.
Escorrei na catástrofe e me deparei
com os corpos de quem
matei.