The Archive's Index
| S | M | T | W | T | F | S |
|---|---|---|---|---|---|---|
| « Feb | ||||||
| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | |
| 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | 13 |
| 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 19 | 20 |
| 21 | 22 | 23 | 24 | 25 | 26 | 27 |
| 28 | 29 | 30 | 31 | |||
Português - Posts
Latest 30 posts
By Day
By Week
By Month
By Year
By Category
Posts
Cris
Posted by Otto Robba in Poesia on 10. Feb, 2010 | 1 Comment
É assustador pensar
que em nada mais penso
- e em nada mais quero pensar.
Aprendi a te imaginar e agora,
viciado em você,
Não consigo parar.
Acordar sem beijo,
Andar sem companhia,
Dormir sem alegria.
Sem você, é esse meu dia à dia.
Talvez eu esteja quebrado,
um di-di-disco riscado
Mas caramba…
Quero viver do seu lado.
Pois ainda que o amor seja assustador,
Muito mais me assusta
o quanto a sua ausência
ao coração me custa.
À perder de vista
Posted by Otto Robba in Poesia on 07. Feb, 2010 | No Comments
A pior briga se estende
Até que não se entende
porque se brigava.
Torna-se um sem sentido sem fim,
escrita sem se ver o começo
a história caminha ao solavanco e tropeço.
Quando e se o fim chegar
Quem vai saber dizer
Por onde começar?
Um Impulso num Instante
Posted by Otto Robba in Poesia on 01. Feb, 2010 | No Comments
O tempo nos concedeu um agrado,
Um instante em si próprio congelado.
Nos permitiu ver que as nossas horas
nós mesmos podemos fazer.
A memória toca na minha mente
Como uma música que não que parar,
Eu vejo a gente a se olhar
e perguntar o que, de nós, será.
Talvez seja muito sonho, muita loucura,
muito impulso, muito antes da hora…
Mas amor não tem cura e
Te quero é agora.
Garoto Impulsivo na Cidade Grande
Posted by Otto Robba in Prosa on 31. Jan, 2010 | No Comments
Talvez eu esteja julgando a cidade cedo demais, mas minha nossa, meu primeiro impulso é dizer como é todo mundo assustado por aqui!! Repetem que “É muito cedo pra isso, melhor esperar mais um tempo”. Tempo? Relógios medem relógios então quem mede o tempo? De onde venho, as coisas não são medidas por ponteiros mas por aqui, relógios-métricos definem as possibilidades. Confesso ficar assustado com isso.
Será que ninguém percebe que em 7 dias pode ser tarde demais? Que em 7 anos pode ainda ser cedo? Quanto tempo é necessário para se conhecer alguém? Tem gente que é mais sincera em 10 segundos que outros o são em 10 anos – a espera não muda a natureza de cada um.
A profusão de números e datas deve provir de alguma tabela, tenho quase certeza – é tudo tão preciso, tão exato, tão convencional. Parece que até os impulsos eles querem controlar. Os Impulsos! Imagine só!
Talvez eu faça mais burradas e me arrisque mais do que eles, mas se tiver que olhar pra trás e ver tudo o que consegui, aprendi, vivi… é impossível dizer que não valeu a pena. Errei caminhos por impulso só para conhecer ruas que pra sempre mudaram minha trajetória.
Mas o que mais me assustou foi quando tentaram quantificar o amor e descrever seus processos. De todas as coisas, justo o amor? O amor, esse fora-da-lei que rouba corações, prende olhares, furta beijos? O que é o tempo para o amor? Quem seria capaz de dizer que é cedo e não tarde?
Justificam que é besteira, que é preciso esperar pra não errar. Desde quando fazer besteira é uma coisa ruim sem lado bom? Será que ninguém aprende fazendo besteira? Será que ninguém erra? Porque de onde venho, errar é normal. A gente erra pra acertar e não fica se jogando pra baixo quando erra. A vida é assim, paciência. Depois de um erro ou um acerto, o passo é sempre o mesmo: pra frente.
Não só mas será que todo ato fora da tabela resulta em erros? Conheço tantos erros que acontecem dentro da tabela, será que esse sistema deles funciona pra prevenir qualquer coisa? Começo a achar que não. E começo a achar que eles estão se enganando. Nós não somos uma equação matemática precisa, a minha soma não dá o seu resultado e assim é com todo mundo.
Honestamente, esse povo da cidade grande me é um tanto estranho e admito me sentir podado com seus olhares de constante reprovação, mesmo que eu não concorde com o modo como eles medem as coisas. Não é fácil ser um garoto impulsivo apaixonado com idéias na cabeça. Eles me olham como eu fosse doido e agora não quero mais compartilhar minhas idéias com eles. Ironicamente, vou deixar eles esperando.
Maresia Amorosa
Posted by Otto Robba in Poesia on 30. Jan, 2010 | No Comments
Talvez seja isso que faça
Quem se ocupa de amar;
Tendo tanto pra dizer
Sem ninguém pra escutar.
A folha de papel acaba por ouvir
O quanto que dói
-Ainda que só por um dia-
Ter que se despedir
Porque só nas linhas digo
O quanto me vira as entranhas
Te expor ao perigo,
Às situações estranhas.
E é só nos versos que declaro
Como até quando tudo está escuro
O que quero está claro.
E, é apenas em minha rima,
pobre, simples e desajeitada,
Que bate o coração que
Não pede mais nada.
Talvez seja isso que faça
Quem se ocupa de amar;
Viver em terra,
se sentir no mar.