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	<title>Otto Robba &#187; Otto Robba</title>
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	<description>Beauty Matters</description>
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		<title>Corda Bamba</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 07:23:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otto Robba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[O último volume é pra afogar em um mar de ruído meus pobres pensamentos. Uma tentativa besta de fazer o tempo passar sem prestar atenção no abismo sob meus pés. Talvez eu seja um idiota por colocar-me na corda bamba das suas palavras. Sei que se as sílabas pararem de fluir, vou descer, vou rimar, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O último volume é pra afogar<br />
em um mar de ruído<br />
meus pobres pensamentos.</p>
<p>Uma tentativa besta de fazer o tempo passar<br />
sem prestar atenção no abismo sob meus pés.</p>
<p>Talvez eu seja um idiota<br />
por colocar-me na corda bamba<br />
das suas palavras.</p>
<p>Sei que se as sílabas pararem de fluir,<br />
vou descer, vou rimar, vou cair.</p>
<p>Talvez eu seja um louco<br />
Mas afeto é bom<br />
e o seu é melhor.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Desviado</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Dec 2011 05:56:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otto Robba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[As imagens passavam velozes - a locomotiva da minha vida desprendida da realidade chocar-se ia. E me chamam pelo meu nome mas não sei responder e todo mundo diz que tudo vai ficar bem. Em casa durmo em um quarto estranho que um dia já foi meu. Ser página em branco cercada por caractéres que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As imagens passavam velozes -<br />
a locomotiva da minha vida<br />
desprendida da realidade<br />
chocar-se ia.</p>
<p>E me chamam pelo meu nome<br />
mas não sei responder<br />
e todo mundo diz que tudo<br />
vai ficar bem.</p>
<p>Em casa durmo em um quarto estranho<br />
que um dia já foi meu.<br />
Ser página em branco cercada por caractéres<br />
que nada mais me dizem.<br />
Tudo está mudo.<br />
Todos.</p>
<p>Os vizinhos dizem que não é tão ruim,<br />
Minha tia diz que vai rezar,<br />
Meus amigos tentam lembrar à mim,<br />
Mas minha mãe não pára de chorar.</p>
<p>Vejo em minha mente os trilhos acabando,<br />
o trem vira, vira, vira, virando.</p>
<p>E me chamam pelo meu nome<br />
que não sei responder,<br />
e todo mundo diz que tudo<br />
vai ficar bem<br />
e está só<br />
na minha<br />
cabeça.</p>
<p>E só consigo pensar<br />
descarrilar<br />
descarrilar<br />
descarrilar<br />
descarrilar<br />
&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Paulista</title>
		<link>http://www.ottorobba.com/2011/10/15/paulista/</link>
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		<pubDate>Sat, 15 Oct 2011 03:24:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otto Robba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Muda o farol, estoura a multidão, Solas de sapatos raspando no chão, Corre-corre, grita-chama, taxi-vai. Manadas contentes com sua tristeza, Massa amorfa de pernas e sobras, mar de gente, tanta gente. Todos sós. Vivendo em centros urbanos de desespero, aglomerações de sonhos embutidos e desejos enlatados. Repetem sua miséria nos cliques da tevê, muda, muda, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muda o farol, estoura a multidão,<br />
Solas de sapatos raspando no chão,<br />
Corre-corre, grita-chama, taxi-vai.</p>
<p>Manadas contentes com sua tristeza,<br />
Massa amorfa de pernas e sobras,<br />
mar de gente, tanta gente.<br />
Todos sós.</p>
<p>Vivendo em centros urbanos de desespero,<br />
aglomerações de sonhos embutidos<br />
e desejos enlatados.</p>
<p>Repetem sua miséria nos cliques da tevê,<br />
muda, muda, muda, muda, nada muda.</p>
<p>Dia após dia em labuta ingrata,<br />
escravos achando-se livres,<br />
massacrados, oprimidos,<br />
esmagados, atrofiados,<br />
enclausurados.</p>
<p>Quem dera com outras palavras<br />
essa população poder descrever<br />
- mas não dá.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Minha vida sem mim</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Sep 2011 23:45:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otto Robba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Ser quem sou, de certo uns hão de se identificar, é ter vontade de fugir de tudo, de sair correndo e transicionar, como fosse a vida um montage, do pior ao melhor, do &#8220;estar preso&#8221; ao &#8220;ser livre&#8221;. Correr como as pernas não pudessem se cansar, mudar como não houvesse limite. Sonhar com o Sol [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ser quem sou, de certo uns hão de se identificar,<br />
é ter vontade de fugir de tudo,<br />
de sair correndo e transicionar,<br />
como fosse a vida um montage,<br />
do pior ao melhor, do &#8220;estar preso&#8221; ao &#8220;ser livre&#8221;.</p>
<p>Correr como as pernas não pudessem se cansar,<br />
mudar como não houvesse limite.<br />
Sonhar com o Sol quando se vive nas sombras.<br />
Ser outro que não eu.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Valquíria</title>
		<link>http://www.ottorobba.com/2011/09/03/valquiria/</link>
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		<pubDate>Sat, 03 Sep 2011 08:42:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otto Robba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Ela olhava o mar, esperando. Tinham-na por coitada, desamparada, perdida. Mas tal como ela, olhava ele o horizonte. Haveria de encurtar a distância, haveria da linha do mar romper num choro de uma angústia engarrafada de um amor que muito podia. Mas o dia não veio, ele nunca chegou. Ela sabia, sempre soube. Com lágrimas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ela olhava o mar, esperando.<br />
Tinham-na por coitada,<br />
desamparada, perdida.</p>
<p>Mas tal como ela,<br />
olhava ele o horizonte.</p>
<p>Haveria de encurtar a distância,<br />
haveria da linha do mar romper<br />
num choro de uma angústia engarrafada<br />
de um amor que muito podia.</p>
<p>Mas o dia não veio,<br />
ele nunca chegou.</p>
<p>Ela sabia, sempre soube. Com lágrimas nos olhos<br />
e loucura na cabeça,<br />
em pobre barco à remo<br />
partiu.</p>
<p>Ele afundou com seus sonhos e vasto tesouro<br />
das mais preciosas lembranças<br />
-riquezas que reino nenhum teria,<br />
artefatos únicos de almas interligadas.</p>
<p>Naquele breve segundo que antecedia sua partida<br />
por dentre os feixes de luz que n&#8217;água penetravam<br />
jurou vê-la outra vez.</p>
<p>Seus braços se tocaram,<br />
olhou seu próprio corpo se afastar,<br />
afundando à eterna escuridão,<br />
sentiu-se ascender<br />
em suas mãos.</p>
<p>&#8220;Eu te amo&#8221;<br />
ele sussurrou, leve.<br />
Ela apenas sorriu e beijou-lhe a testa,<br />
Gentilmente agitando suas asas.</p>
<p>Para longe do mar,<br />
sempre além do abismo.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>É mais que ser.</title>
		<link>http://www.ottorobba.com/2011/09/02/e-mais-que-ser/</link>
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		<pubDate>Fri, 02 Sep 2011 08:42:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otto Robba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Não é medo de se comprometer, nem medo de se perder - é só medo de uma vida vazia, sem sentido, sem sentir, sem ter tido. É amar o desconhecido, despencar de aviões e admirar gigantes brancos cortando o céu azul. É querer apreciar cada momento por apenas momentos ter. É olhar pela janela do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é medo de se comprometer,<br />
nem medo de se perder<br />
- é só medo de uma vida vazia,<br />
sem sentido,<br />
sem sentir,<br />
sem ter tido.</p>
<p>É amar o desconhecido,<br />
despencar de aviões e admirar<br />
gigantes brancos cortando<br />
o céu azul.</p>
<p>É querer apreciar<br />
cada momento por apenas<br />
momentos ter.</p>
<p>É olhar pela janela do carro<br />
e nas listras do chão<br />
ver abstrato mundo novo.</p>
<p>É deixar-se confundir,<br />
imaginar-se em outro lugar,<br />
em outra era.</p>
<p>É fingir que todos falam outra língua,<br />
é fingir-se estrangeiro,<br />
fingir-se outro.</p>
<p>É ser-se desconhecido,<br />
ser-se novo.</p>
<p>É fugir de uma vida sem amor,<br />
sem calor, sem frio.</p>
<p>É em cada segundo<br />
nascer, viver, morrer,<br />
hora à hora,<br />
dia à dia.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Acolheimo-nos</title>
		<link>http://www.ottorobba.com/2011/08/23/acolheimo-nos/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Aug 2011 05:53:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otto Robba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Em aceitar o que somos quem sabe encontremos um pedaço de paz. É ser de palavras feitor, significando letra à letra aquilo que de fato queremos dizer. Arte, meu amor, para enaltecer a alma. Dores incomparáveis, amores impossíveis, vidas, mortes e outros fins. Nosso reino. Arte, meu amor, para traduzir o mundo. É como houvesse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em aceitar o que somos<br />
quem sabe encontremos<br />
um pedaço de paz.</p>
<p>É ser de palavras feitor,<br />
significando letra à letra<br />
aquilo que de fato<br />
queremos dizer.</p>
<p>Arte, meu amor,<br />
para enaltecer a alma.</p>
<p>Dores incomparáveis,<br />
amores impossíveis,<br />
vidas, mortes e outros fins.<br />
Nosso reino.</p>
<p>Arte, meu amor,<br />
para traduzir o mundo.</p>
<p>É como houvesse na ponta da língua,<br />
invisível semente<br />
para cultivar<br />
a cabeça d&#8217;outros.</p>
<p>Ideias, ideais,<br />
gotas de chuva.</p>
<p>Em nossa labuta garantia não há<br />
e pessoas alheias se assustam.<br />
&#8220;Louco&#8221;, ouço-as pensar.<br />
Mas são pessoas comuns.<br />
Pensamentos ordinários.</p>
<p>Garantia quem dá é a morte,<br />
amiga de todos, final de toda sorte.<br />
Corte nas rimas do punho que escreve.</p>
<p>Papéis certificados a morte não são<br />
-mas bem poderiam ser se nos<br />
aprisionam.</p>
<p>O pior male é o trabalho ingrato<br />
e sem paixão. O pior vício é repetí-lo,<br />
mecanicamente. O pior costume é aceitá-lo.<br />
Como fosse saudável. Normal.</p>
<p>Dê-me seus olhares apaixonados,<br />
seus sonhos e encantos<br />
e prometo lhe tecer<br />
um manto de se invejar.<br />
Coisa que nenhum mal trabalho<br />
poderia compor.</p>
<p>Em boas palavras te envolver,<br />
com boa palavras te libertar.<br />
Para ser o que será.<br />
Se graduar de vida.</p>
<p>Arte, meu amor,<br />
é certificado de caráter.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Tanto mais que a matemática</title>
		<link>http://www.ottorobba.com/2011/08/17/tanto-mais-que-a-matematica/</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Aug 2011 04:12:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otto Robba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Você mostrou-me à luz, puxou me pelos braços mostrando o que acontece do outro lado &#8211; ao seu lado. E agora que aprendi a caminhar posso também te libertar e nossos puxões se transformam nessa alegra valsa que fazemos. E, se o cansaço bater, tudo bem. Deitemos na grama &#8211; o céu estará esperando o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você mostrou-me à luz,<br />
puxou me pelos braços<br />
mostrando o que acontece<br />
do outro lado &#8211; ao seu lado.</p>
<p>E agora que aprendi a caminhar<br />
posso também te libertar e<br />
nossos puxões se transformam<br />
nessa alegra valsa que fazemos.</p>
<p>E, se o cansaço bater, tudo bem.<br />
Deitemos na grama &#8211; o céu estará esperando o nosso olhar.<br />
E o infinito parecerá tão pequeno em comparação.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Como Eu</title>
		<link>http://www.ottorobba.com/2011/08/03/como-eu/</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Aug 2011 04:31:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otto Robba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mini Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ottorobba.com/?p=2598</guid>
		<description><![CDATA[As luzes da cidade há muito se apagaram, dentre as sombras busco encontrar monstro como eu que corresponda meu olhar. A escorja se reúne à distância - todos querem praticar o mal. Palavras escapam por gargantas cortadas. À escuridão, sou indivisível. Eu, criatura desarticulada, Deformada, muda, devoro-os. Apaziguo minha ira consumindo a ira alheia. E [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As luzes da cidade há muito se apagaram,<br />
dentre as sombras busco encontrar<br />
monstro como eu que<br />
corresponda<br />
meu olhar.</p>
<p>A escorja se reúne à distância<br />
- todos querem praticar o mal.<br />
Palavras escapam por gargantas cortadas.</p>
<p>À escuridão, sou indivisível.<br />
Eu, criatura desarticulada,<br />
Deformada, muda,<br />
devoro-os.</p>
<p>Apaziguo minha ira consumindo<br />
a ira alheia. E assim caminho,<br />
preso entre dois mundos<br />
sem à nenhum pertencer.</p>
<p>À luz do Sol que há de chegar<br />
de mim etéreo fará.<br />
Não importa minha vontade,<br />
meu desejo de pertencer.</p>
<p>Minha única esperança é achar<br />
noutro monstro meu olhar.<br />
Enquanto isso mastigo, devoro,<br />
cuspo carcaças.<br />
Ossos do ofício.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Eu Robô</title>
		<link>http://www.ottorobba.com/2011/07/29/eu-robo/</link>
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		<pubDate>Fri, 29 Jul 2011 06:39:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otto Robba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[É um eterno indigesto de certas incertezas. É o receio que reluz nas margens das palavras. Sons doces de sabor azedo, diz-se sem dizer-se. E como lâminas cortando a pele, despindo ao pé o couro, tudo o que sobra é uma maquinação. Uma estrutura fria de engrenagens e vapor. Move-se como um truque, tentando a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É um eterno indigesto<br />
de certas incertezas.<br />
É o receio que reluz<br />
nas margens das palavras.</p>
<p>Sons doces de sabor azedo,<br />
diz-se sem dizer-se.</p>
<p>E como lâminas cortando a pele,<br />
despindo ao pé o couro,<br />
tudo o que sobra<br />
é uma maquinação.</p>
<p>Uma estrutura fria<br />
de engrenagens e vapor.<br />
Move-se como um truque,<br />
tentando a todos enganar<br />
como fosse gente.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Riff</title>
		<link>http://www.ottorobba.com/2011/07/26/riff/</link>
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		<pubDate>Wed, 27 Jul 2011 00:54:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otto Robba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Fitou o anel fora de sua mão, calejado de amor, sem saber mais se entregar proferiu em sua mente palavras de ordem, ordem de fim. Removeu seus óculos pois via de olhos fechados. Em silêncio, sentado, deixou-se levar. Como seria diferente fossemos nós outros, não a gente. Seriam as palavras mais gentis? A dor menor? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fitou o anel fora de sua mão,<br />
calejado de amor,<br />
sem saber mais se entregar<br />
proferiu em sua mente palavras de ordem,<br />
ordem de fim.</p>
<p>Removeu seus óculos<br />
pois via de olhos fechados.<br />
Em silêncio, sentado,<br />
deixou-se levar.</p>
<p>Como seria diferente fossemos nós<br />
outros, não a gente.<br />
Seriam as palavras mais gentis?<br />
A dor menor?</p>
<p>D&#8217;onde antes com cuidado<br />
estávamos à caminhar, seus sonhos<br />
estilhaçaram.</p>
<p>Desculpas para justificar<br />
o amor menor,<br />
a cobrança maior,<br />
um viver pior.</p>
<p>Peça-me o mundo e será seu.<br />
Peça meu coração e removerei com esmero,<br />
de faca em punho. Mas não me peça<br />
meus sonhos.</p>
<p>Essa é uma parte de mim<br />
que não me disponho<br />
à ninguém entregar.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Reis &amp; Tronos</title>
		<link>http://www.ottorobba.com/quote/reis-tronos/</link>
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		<pubDate>Tue, 14 Jun 2011 08:52:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otto Robba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Micro Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Olhamos aos céus pedindo chuva. Mas ela não se faz, cabe à nós fazer chover.</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olhamos aos céus pedindo chuva. Mas ela não se faz, cabe à nós fazer chover.</p>]]></content:encoded>
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