Auguri
Posted on 25. Dec, 2009 by Otto Robba in Prosa
Eu não quero desejar nada à ninguém meramente por educação, não, não. Se desejo é porque é sincero, é o que quero aos outros – e a mim. Não sou altruísta ao ponto de ser tão desligado de não falar em voz alta que quero algo bom para os outros sem pensar que quero também pra mim mas, não deixe que a realidade da situação desligue qualquer significado que eu possa estar querendo aqui, por esse parco texto transmitir.
A verdade é que eu desejo a felicidade à vocês nesse dia de hoje, pois bons são os dias comemoráveis e memoráveis. Tem jeito melhor de fazer um passado do que construindo boas memórias? Então não deixe que o almoço de família esquisito ou a ceia ansiosa precipitem a infelicidade. Dê um passo pra trás e olhe com um sorriso por saber que isso tudo vai passar e, com todas as falhas e desarranjos, esses momentos são únicos. Parentes bêbados, conflitos e atritos familiares, expectativas surreais… nada disso deveria definir o dia. O que define o dia é aquilo que você consegue extrair dessa confusão que é criada.
Porque, sejamos honestos, confusão é praticamente sinônimo de festividade. Trânsito, lugares abarrotados, gente estranha, festas esquisitas. Por que não, então, aceitar que as coisas são um teco menos precisas, um teco mais caóticas? Minha sugestão e meu desejo à todos: a felicidade, não só no dia de hoje mas na maior parte dos dias que houverem e tratemos as coisas com a mente um pouco mais aberta.
Afinal, ano que vem, tem mais.