rss search

Humilde Prosápia

line

Vagamos como andarilhos,
Caminhamos na ponta dos pés nos trilhos.
Equilibra-mo-nos com nossa trouxa de roupas
Mas as amarras, tão frouxas!

Nossos trecos caídos no chão,
Estamos tão longe da estação,
Dentre as quinquilharias, fotos de anos findados,
Sorrisos lapidados, telhas cobertas e narizes tampados.

Éramos felizes em nossa ignorância
Como fossem coisas de infância.
Mas perdemos o hábito de acreditar,
No instante que passamos a pensar.

Desejos e sonhos de herança,
Um velho lampejo de esperança:
Tudo o que temos para seguir nesse intento,
O trem nos espera neste lado bento.

Chapéu em mãos,
Juntos de criação,
Nunca paramos de caminhar;
Um dia a estação há de chegar!
Tão certo quanto é terra que estamos a pisar!
Não chegando, só fé sobrará
Que em tempo ela lá estará.



Leave a Reply