Writings

À perder de vista

Posted by Otto Robba in Poesia on 07. Feb, 2010 | No Comments

A pior briga se estende
Até que não se entende
porque se brigava.

Torna-se um sem sentido sem fim,
escrita sem se ver o começo
a história caminha ao solavanco e tropeço.

Quando e se o fim chegar
Quem vai saber dizer
Por onde começar?

Um Impulso num Instante

Posted by Otto Robba in Poesia on 01. Feb, 2010 | No Comments

O tempo nos concedeu um agrado,
Um instante em si próprio congelado.
Nos permitiu ver que as nossas horas
nós mesmos podemos fazer.

A memória toca na minha mente
Como uma música que não que parar,
Eu vejo a gente a se olhar
e perguntar o que, de nós, será.

Talvez seja muito sonho, muita loucura,
muito impulso, muito antes da hora…
Mas amor não tem cura e
Te quero é agora.

Garoto Impulsivo na Cidade Grande

Posted by Otto Robba in Prosa on 31. Jan, 2010 | No Comments

Talvez eu esteja julgando a cidade cedo demais, mas minha nossa, meu primeiro impulso é dizer como é todo mundo assustado por aqui!! Repetem que “É muito cedo pra isso, melhor esperar mais um tempo”. Tempo? Relógios medem relógios então quem mede o tempo? De onde venho, as coisas não são medidas por ponteiros mas por aqui, relógios-métricos definem as possibilidades. Confesso ficar assustado com isso.

Será que ninguém percebe que em 7 dias pode ser tarde demais? Que em 7 anos pode ainda ser cedo? Quanto tempo é necessário para se conhecer alguém? Tem gente que é mais sincera em 10 segundos que outros o são em 10 anos – a espera não muda a natureza de cada um.

A profusão de números e datas deve provir de alguma tabela, tenho quase certeza – é tudo tão preciso, tão exato, tão convencional. Parece que até os impulsos eles querem controlar. Os Impulsos! Imagine só!
Talvez eu faça mais burradas e me arrisque mais do que eles, mas se tiver que olhar pra trás e ver tudo o que consegui, aprendi, vivi… é impossível dizer que não valeu a pena. Errei caminhos por impulso só para conhecer ruas que pra sempre mudaram minha trajetória.

Mas o que mais me assustou foi quando tentaram quantificar o amor e descrever seus processos. De todas as coisas, justo o amor? O amor, esse fora-da-lei que rouba corações, prende olhares, furta beijos? O que é o tempo para o amor? Quem seria capaz de dizer que é cedo e não tarde?

Justificam que é besteira, que é preciso esperar pra não errar. Desde quando fazer besteira é uma coisa ruim sem lado bom? Será que ninguém aprende fazendo besteira? Será que ninguém erra? Porque de onde venho, errar é normal. A gente erra pra acertar e não fica se jogando pra baixo quando erra. A vida é assim, paciência. Depois de um erro ou um acerto, o passo é sempre o mesmo: pra frente.

Não só mas será que todo ato fora da tabela resulta em erros? Conheço tantos erros que acontecem dentro da tabela, será que esse sistema deles funciona pra prevenir qualquer coisa? Começo a achar que não. E começo a achar que eles estão se enganando. Nós não somos uma equação matemática precisa, a minha soma não dá o seu resultado e assim é com todo mundo.

Honestamente, esse povo da cidade grande me é um tanto estranho e admito me sentir podado com seus olhares de constante reprovação, mesmo que eu não concorde com o modo como eles medem as coisas. Não é fácil ser um garoto impulsivo apaixonado com idéias na cabeça. Eles me olham como eu fosse doido e agora não quero mais compartilhar minhas idéias com eles. Ironicamente, vou deixar eles esperando.

Maresia Amorosa

Posted by Otto Robba in Poesia on 30. Jan, 2010 | No Comments

Talvez seja isso que faça
Quem se ocupa de amar;
Tendo tanto pra dizer
Sem ninguém pra escutar.

A folha de papel acaba por ouvir
O quanto que dói
-Ainda que só por um dia-
Ter que se despedir

Porque só nas linhas digo
O quanto me vira as entranhas
Te expor ao perigo,
Às situações estranhas.

E é só nos versos que declaro
Como até quando tudo está escuro
O que quero está claro.

E, é apenas em minha rima,
pobre, simples e desajeitada,
Que bate o coração que
Não pede mais nada.

Talvez seja isso que faça
Quem se ocupa de amar;
Viver em terra,
se sentir no mar.

O Amor faz o Poeta

Posted by Otto Robba in Poesia on 29. Jan, 2010 | No Comments

A chuva que já secou um dia nos molhou.
O meu olhar fita o seu agora no passado
Como queria que o tempo
me deixasse sempre ao seu lado.
Sem precisar nunca se despedir,
Pra sempre te vendo
com os olhos sorrir.

Posso estar de amor cego,
admito, não nego,
mas nunca vi tão claramente
o que só o coração sente.

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    For me, art is all about communication, finding and giving meaning when most would not see. To make people feel from words unspoken, to imagine entire worlds through simple literary passages.

    My dream is to be able to, should I ever be so lucky, create a piece of work that lives far beyond myself.